Justiça mantém prisão de médico suspeito de abusar de pacientes, em Anápolis
- Redação Ogoiás
- 2 de out. de 2021
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Até agora 44 mulheres já procuraram a delegacia e formalizaram uma denúncia contra o médico Nicodemos Júnior. A defesa diz que o suspeito não cometeu nenhum crime.

Após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (1º), o Poder Judiciário manterev a prisão preventiva do ginecologista e obstetra Nicodemos Júnior Estanislau de Morais, de 41 anos, preso na última quarta-feira (29) em Anápolis, por suspeita de abusar sexualmente de pacientes, foi mantida.
A informação de que se manteve a prisão preventiva foi confirmada pela titular da Deam Anápolis, Isabella Joy. O caso corre em segredo de Justiça e, por isso, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), não pode repassar nenhuma informação sobre o caso.
Em três dias, a Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) ouviu formalmente 44 mulheres. Depoimentos continuam a ser coletados neste sábado (2) e o inquérito deve ser finalizado na próxima terça-feira (5). Entre depoimentos formais, ligações e denúncias anônimas, a delegacia já acumula cerca de 50 relatos de supostas violações praticadas pelo médico.
A decisão de manter a prisão preventiva foi do juiz Adriano Linhares Camargo. O médico está preso preventivamente e foi submetido a uma audiência de custódia no Fórum de Anápolis. Durante a audiência, a defesa do ginecologista pediu que a prisão fosse revogada, mas o magistrado negou o pedido.
O advogado de Nicodemos nega que o médico tenha cometido qualquer prática sexual com as mulheres que já atendeu e afirma que não existem razões legais para que ele permaneça preso. “Ele estar solto não irá causar nenhum prejuízo ao desfecho das investigações”, explica Carlos Eduardo Martins, que faz a defesa do médico.