Justiça Federal nega pedido de porte de arma ao deputado Gustavo Gayer
- Redação Ogoiás | Goiânia
- 12 de dez. de 2023
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Parlamentar afirma ter sido ameaçado de morte
A Justiça Federal indeferiu o pedido do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) para obter o direito de portar uma arma, após a Polícia Federal (PF) negar a solicitação e alegar insuficiência de provas. O deputado havia apresentado o pedido em maio, fundamentando-o com a justificativa de ter sido alvo de ameaças de morte.
Segundo informações do site Congresso em Foco, as supostas ameaças foram relacionadas a capturas de tela de um grupo no WhatsApp, onde professores goianos se organizavam para protestar contra as ações do deputado, que consideravam perseguição. O grupo teria sido invadido por apoiadores de Gayer, resultando em trocas de ofensas.
O administrador do grupo, o deputado estadual suplente Fabrício Rosa (PT-GO), anunciou a criação de um novo grupo fechado para continuar a organização dos professores. Nesse contexto, Gayer interpretou as frases "não queremos contar com fascistas presentes" e os protestos serem motivados "contra o Gustavo Gayer e todos os filhotes dele" como uma ameaça de morte contra ele e sua família.
Gayer apresentou um boletim de ocorrência e solicitou à PF o porte de arma, que foi negado. O deputado buscou a Justiça para garantir o porte durante o processo, mas o juiz também recusou o pedido. Fabrício Rosa, acusado por Gayer de ameaçá-lo de morte, foi intimado pela Polícia Civil e explicou que, ao mencionar "filhotes dele", referia-se aos seguidores radicais do deputado, não aos seus filhos.
O Ministério Público de Goiás acatou a versão de Fabrício Rosa. As mesmas acusações foram feitas por Gayer durante um discurso na CPI do MST, onde afirmou que o petista teria organizado um grupo com a intenção de prejudicar seus filhos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) intimou Gayer a prestar esclarecimentos sobre suas declarações, ressaltando que o parlamentar pode responder por crimes contra a honra se não sustentar as acusações. O deputado enfrenta outras polêmicas, incluindo pedidos de cassação de seu mandato ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal por injúria e racismo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Silvio Almeida.