Homem devolve R$ 50 mil recebidos por engano via PIX, mesmo desempregado: "Não era meu"
- Redação Ogoiás
- 27 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Atitude exemplar destaca honestidade em situações financeiras delicadas

Um morador de Caldas Novas, no sul de Goiás, vivenciou uma situação inusitada quando, por engano, recebeu um Pix no valor de R$ 50 mil em sua conta bancária. Gustavo Santana, desempregado, tomou uma atitude exemplar ao imediatamente devolver a quantia que foi transferida por engano e estava destinada à compra de um carro. O dinheiro foi restituído aos remetentes.
O incidente ocorreu em 13 de outubro, quando Gustavo recebeu a transferência de Pix. O remetente, por equívoco, era o pai de Vinicius Eduardo Silva, morador de Itumbiara, também no sul de Goiás. O pagamento estava originalmente destinado ao vendedor de um veículo e, devido a um erro no último dígito da chave Pix, foi direcionado a Gustavo.
Vinicius explicou que seu pai cometeu o erro ao transferir o dinheiro para o vendedor do carro, ao confirmar a transação sem verificar os detalhes. O número de telefone do vendedor diferia apenas no último dígito da chave Pix de Gustavo, o que levou ao equívoco.
Para resolver o problema, Vinicius tentou entrar em contato com Gustavo. No entanto, Gustavo não viu as chamadas e mensagens, já que seu celular estava em modo silencioso enquanto estava sendo carregado. Cerca de uma hora mais tarde, ao pegar o aparelho, ele se deparou com um grande número de mensagens e chamadas não atendidas.
Inicialmente, Gustavo acreditou que se tratava de um retorno para uma entrevista de emprego. No entanto, ao verificar o conteúdo das mensagens, Gustavo percebeu que poderia ser vítima de um golpe, mas ao acessar sua conta bancária, descobriu que havia R$ 50 mil a mais em sua conta. A quantia era muito superior ao que ele já havia tido em sua conta bancária.
Após compreender a situação, Gustavo não hesitou em devolver o valor recebido indevidamente. "Pelo próprio aplicativo do banco, eu cliquei em devolver o Pix e, na mesma hora, devolvi para não ter dor de cabeça", declarou Gustavo.
É importante destacar que a não devolução de valores transferidos erroneamente pode ser caracterizada como apropriação indébita, constituindo um crime.
Apesar do susto inicial, a família de Vinicius expressou alívio e gratidão pela atitude honrosa de Gustavo. "Ele estava em uma entrevista de emprego e está tentando concursos. Como a movimentação é alta, ele perde a isenção das taxas de concurso, estava sem saber o que fazer e pediu a nossa ajuda", concluiu Vinicius, agradecido pelo desfecho positivo da situação.