Buscas por Lázaro Barbosa entram no 16º dia; dois homens são presos por ajudar na fuga
- Redação Ogoiás
- 25 de jun. de 2021
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Policiais da força-tarefa que tenta encontrar Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, prenderam dois homens suspeitos de ajudar o acusado a fugir. Em entrevista coletiva na noite de ontem, 24, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Rocha Miranda, declarou que seria impossível o criminoso agir sozinho por tanto tempo. “Abrimos uma nova linha de investigação porque, na nossa cabeça, não era possível um sujeito desse ter essa habilidade toda sem apoio. Temos desconfiado disso desde do início”, afirmou. A identidade deles não foi divulgada, mas informações de membros da operação indicam que são um fazendeiro e um caseiro.
Com os presos, a polícia apreendeu duas armas de fogo e mais de 50 munições. De acordo com as informações da força-tarefa, uma dessas armas foi roubada em um dos crimes de que Lázaro é suspeito.
O secretário de Segurança de Goiás confirmou que Lázaro foi visto nesta quinta-feira, 24, na região do Setor de Chácaras de Girassol (GO). Até então, a última vez que o serial killer havia sido visto foi há uma semana.
“O Lázaro foi visto hoje. Um vulto que depois se confirmou que era ele por meio de uma moradora”, disse Rodney.
O bloqueio, que começou por volta de 15h e deve ficar até sexta-feira (25/6), está sendo feito pela Patrulha Rural da Polícia Militar de Goiás (PMGO). A movimentação no local é constante e intensa. Cerca de 30 viaturas caracterizadas rondam as chácaras da região. Outros carros da força policial descaracterizados também estão fazendo patrulhamento.
Nesta área de chácaras só puderam entrar algumas pessoas que comprovaram morar na região e uma fila de carros foi formada durante a tarde de quinta-feira por quem queria ir para casa.
Repercussão no Senado
O caso do foragido Lázaro Barbosa, acusado de homicídios e estupros e procurado há mais de 15 dias no Distrito Federal, trouxe novamente à tona a discussão sobre as regras para a progressão de regime e as saídas temporárias e de presos. Na última quarta-feira, em Plenário, senadores pediram a aprovação de projetos que endurecem as regras para os chamados saidões.
Entenda o caso
Lázaro é acusado de matar quatro pessoas, balear três, invadir chácaras, fazer reféns e atear fogo em uma casa entre 6 de junho e esta terça-feira (15/6). Em crime que chocou o Distrito Federal, ele matou pai, mãe e dos dois filhos no Incra 9, em Ceilândia, na quarta-feira (9/6).
O empresário Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, e os filhos dele, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15, foram mortos em casa. A mãe, Cleonice Marques, 43, foi encontrada quatro dias depois, também sem vida, em um córrego próximo ao local em que morava.
Lázaro também é suspeito de matar o caseiro de uma fazenda no distrito de Girassol, em Cocalzinho de Goiás, quatro dias antes da chacina em Ceilândia (DF). De acordo com o delegado Rapahel Barboza, o suspeito entrou na propriedade atirando e não levou nenhum pertence da vítima. Segundo informações do G1, o caso aconteceu no dia 5 de junho.
Durante a fuga, que ultrapassa duas semanas, Lázaro deixou um rastro de crimes por onde passou. Em 12 de junho, ele fez seis pessoas reféns por quase sete horas e atirou em três delas. Até essa terça-feira (22/6), uma das vítimas continuava internada no Hospital de Urgências de Anápolis. No entanto, boletim da unidade de saúde informou que o paciente estava consciente, orientado e estável. Os outros dois homens baleados receberam alta, mas o hospital não deu detalhes sobre o tratamento médico deles.
Em 15 de junho, Lázaro feriu mais uma pessoa. O fugitivo estava com três reféns e, durante troca de tiros com a polícia, atingiu de raspão o rosto de um PM. Contudo, o militar recebeu alta hospitalar no mesmo dia.